quarta-feira, 3 de abril de 2013

4 anos...

4 Anos depois!
Já deve ser o suficiente para me auto-clamar emigrante.
Passado quatro anos na Suécia, a tal aclamada terra dos loiros, muito mais artificiais do que puros, aprendi a gostar disto. Foi um processo lento, penoso e cansativo, mas mais do que nunca gosto disto. Gosto de estar confortável, gosto de saber que posso contar com sistemas sociais justos e estruturados, gosto de saber que não nos assaltam na rua constantemente, ou que ninguém se enfia nos centros comerciais a falar da roupa dos vizinhos!
Gosto, ponto!
E hoje não me vejo tão depressa a volta para o nosso Portugal, apesar de saber que é lá que é a minha casa, e que por mais que tente ultrapassar as saudades idolatrando o país onde estou, é de lá que sinto saudades. Mas essas saudades abafam-se com noticias todos os dias!
Da miséria política, da tristeza sócio-cultural, da incrível incapacidade de viver fora do critério religioso imposto no passado e que se abate sobre a população, levando ao criticismo e avaliação do próximo constantemente. Não tenho saudades disto certamente. Não tenho vergonha disso, faz parte da cultura doutrora, mas não me faz falta alguma.
E hoje, quando me levanto da cama diariamente, sinto-me bem. Não vou ser julgado pelo vizinho porque este não me conhece de lado nenhum (mesmo quando não conhecem os portugueses julgam).
Contudo fará sempre falta a família e amigos, e em sonhos gostaria que todos viessem para aqui. Mas assim tudo seria perfeito, o que se torna injusto para os restantes críticos sociais.
4 anos passaram, e gostei.

sexta-feira, 15 de março de 2013

You are not alone dear loneliness



Goddamn this dusty room
This hazy afternoon
I'm breathing in the silence like I've never before
This feeling that I get
This one last cigarette
As I lay awaken and wait for you to come through the door
Oh maybe, maybe, maybe I can share it with you
I behave I behave I behave so I can share it with you

You are not alone dear loneliness
You forgot but I remember this
So stranger, stranger, stranger things have happened I know
I'm not alone dear loneliness
I forgot that I remember this
So stranger, stranger, stranger things have happened I know, oh ohh, oh ohhh

And I dream about somewhere, a smoke will fill the air
As I lay awaken and wait for you to walk out that door

I can change, I can change, I can change
But who you want me to be?
I'm the same, I'm the same, I'm the same, what do you want me to be?

You are not alone dear loneliness
You forgot but I remember this
So stranger, stranger, stranger things have happened I know oh ohh, oh ohh

I'm not alone dear loneliness
I forgot that I remember this
You're not alone dear loneliness
You forgot but I remember this
Oh stranger, stranger, stranger things have happened I know

I'm not alone dear loneliness
I forgot that I remember this
Oh stranger, stranger, stranger things have happened I know oh ohh, oh ohh

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Don't let the sadness grow

Don't let the sadness grow
You're beautiful don't you know?
It's easy to dive into doubt
But harder to climb back out
...
Let love give you warmth in the cold
Let faith and hope lead you on




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ketchup e o Ronaldo.



Aulas! Escrever Tese! Escrever artigos! Corrigir artigos! Submeter artigos! 
Modo Ketchup on! 
2 de 7!

Se há algo que acredito mais do que nunca é que um orientador de doutoramento sabe o que diz quando diz:"everything is going to end up ok!"

Venha o próximo Ronaldo.

Papel de trabalho!

Rasgo-te em peças. Pequenas, minúsculas, desprezíveis.
Estilhaço-te, amachuco-te, amaço-te.
Tento mais que posso esmagar-te.
E quando em pequenos quadrados tiveres,
mais feliz o meu rosto se monta.
Folha a folha, peça a peça.
Assim te desfaço!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Fernando Pessoa

‎"Não sou nada
Nunca serei nada
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

Álvaro de Campos 
( heterónimo de Fernando Pessoa )

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Brutal


Uma das minhas bandas favoritas a fazer o tributo a uma das minhas bandas favoritas! Confuso?!
Nem por isso! Apenas brutal!




segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Apago o vento.

Apaga-se o vento. Fica o frio.
Entranha-se pela epiderme, arrepia-me os ossos.
A solidão apega-se a mim, mais uma vez. O desespero dos dias a passar e ver tudo parado.
O desassossego de não ver nada a virar.
Creio em mim que o problema se vai desabar em breve. Como sempre para o lado mais fraco. Tento recarregar um pequeno carregamento de energia e espero pela absolvição total.

Forço-me a reagir, mas a resposta vem lenta e tardia. Não vejo o sol, não vejo a luz. Apenas escuridão, o silêncio, esta minha necessidade de isolamento. 

Abstenho-me do mundo, refugio-me nas minhas próprias sombras e espero.
Espero que tudo fique claro, que tudo se resolva por mim. Assim tem acontecido, porque não acontecerá agora? 
Preciso de um desabafo, de um grito. Mas até a voz se apagou. Não consigo falar. 
Quero imenso falar. Não consigo falar.
E por mais pregos que crave neste caixão criado só por mim, nada me faz ver o monstro que estou a criar. 
E porque razão? Porque motivo?
O silêncio parece-me solução e a razão. 
Apago o vento novamente, deixo-me gelar.
E porque razão me suicidar quando posso, muito bem, fazer ciência?